Ex-moradora de Capinzal cai no golpe do falso advogado e perde R$ 5,5 mil
- Jardel Martinazzo
- 12/01/2026 11:21

O golpe do falso advogado continua fazendo vítimas e, no último final de semana, uma mulher de 50 anos, ex-moradora de Capinzal e atualmente residente em Coronel Vivida, no Paraná, teve um prejuízo de R$ 5.500,00 após cair em uma fraude aplicada por criminosos.
Em contato com a reportagem da Capinzal FM, a vítima relatou que os golpistas utilizaram o nome de uma advogada de Capinzal para dar credibilidade à abordagem. O que chama a atenção é que o processo mencionado pelos criminosos já estava encerrado há mais de um ano.
Segundo o relato, o primeiro contato foi feito com o marido da mulher. Os golpistas informaram que ele teria cerca de R$ 14.700 a receber e passaram a questionar em quais bancos o casal possuía conta. Diante da negativa de uma das instituições citadas, os criminosos orientaram que a suposta liberação do valor fosse feita por meio da conta da esposa.
Na sequência, um homem entrou em contato por telefone e por videochamada, mas sem mostrar o rosto, passando a orientar a vítima a realizar procedimentos bancários. Inicialmente, o marido transferiu R$ 5.500 para a conta da mulher. Logo depois, o golpista passou a instruí-la a aumentar o limite do cartão e efetuar transferências, alegando que o procedimento seria necessário para evitar a cobrança de imposto de renda sobre o valor que seria recebido.
Desconfiada, a vítima questionou o fato de apenas ela aparecer na chamada de vídeo. Mesmo assim, o criminoso insistiu e foi ríspido durante a conversa. A mulher acabou realizando duas transferências de R$ 1.200. Ao final, todo o valor disponível na conta foi retirado.
Somente após o encerramento das operações o casal percebeu que se tratava de um golpe. Ao tentar novo contato, a vítima ainda foi ofendida pelo criminoso, dizendo que ela havia caído no golpe e desligou a ligação.
Um boletim de ocorrência foi registrado nesta segunda-feira (12).
O caso serve de alerta à população. A orientação é desconfiar de contatos envolvendo liberação de valores, não realizar transferências ou alterações bancárias orientadas por telefone ou videochamada e sempre confirmar informações diretamente com advogados, fóruns ou canais oficiais.



