Julgamento de mulher acusada de matar marido e esconder o corpo no freezer é retomado em Capinzal
- Jardel Martinazzo
- 29/08/2025 09:02

Foto: Capinzal FM
Foi retomado às 8h37min
desta sexta-feira (29) o julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de
assassinar o marido, Valdemir Hoeckler, e ocultar o corpo em um freezer no
interior de Lacerdópolis em novembro de 2022. A sessão havia sido suspensa no final da noite de
ontem (28), após a ré passar mal, por volta das 22h29min, poucos minutos depois
de iniciar o interrogatório.
Confira o momento da chegada de Claudia nesta manhã:
Antes mesmo do mal estar, após o depoimento da última testemunha, Gabriela Hoeckler, filha de Claudia, a
juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves havia informado que a sessão seria
suspensa logo após o interrogatório da acusada. Com o ocorrido, a medida
precisou ser antecipada.
Assim como no primeiro dia, desde as primeiras horas da manhã, um grande público — formado por familiares e amigos tanto da acusada quanto da vítima — se concentrou em frente à Câmara de Vereadores de Capinzal para acompanhar o julgamento. As senhas de acesso foram redistribuídas.
Durante o interrogatório, Claudia poderá responder a perguntas do Ministério Público, da defesa e dos jurados, respeitando o direito constitucional de permanecer em silêncio. O corpo de jurados é formado por quatro mulheres e três homens.
Na sequência, terá início a fase de debates, em que o Ministério Público e a defesa dispõem de 1h30min cada para expor suas teses, iniciando-se pela acusação. Caso haja réplica e tréplica, cada parte terá mais 1h para novas manifestações.
Concluída esta etapa, os quesitos serão apresentados para análise das partes e, em seguida, lidos em plenário. A votação dos jurados ocorre em sala reservada, de forma secreta, e o resultado é definido por maioria simples. Por fim, a juíza elabora e lê a sentença em plenário. Estão previstos intervalos. Não há previsão de término.
A defesa é composta pelos advogados Matheus Molin, Gabriela Bemfica, Jader Marques, Casseano Barbosa, Tiago de Azevedo Lima, Eduardo Rebonatto e Guilherme Pittaluga Hoffmeister. Eles sustentam que Claudia foi vítima de violência doméstica durante os 20 anos de relacionamento e que o crime ocorreu nesse contexto.
Na acusação, atuam os promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi. O advogado Álvaro Alexandre Xavier, assistente de acusação, reforça a tese de homicídio duplamente qualificado — por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, Valdemir Hoeckler. Segundo ele, o crime foi premeditado e brutal, e a tentativa de caracterizar Valdemir como agressor não encontra respaldo no processo.