Jornal A Semana

ISSO MESMO, ÁRVORE GENEALÓGICA

  • Douglas Varela
  • 16/05/2020 07:56
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Zélia Maria Bonamigo
Jornalista e Antropóloga
zeliabonamigo@uol.com.br

No meu último artigo, estimulei você a telefonar para as pessoas mais velhas da família (avó, avô, bisavó, bisavô) e fazer aquelas perguntas básicas para melhor conhecimento de sua história. E então? Como foi a experiência? Conheceu parentes novos?

Ah, não leu meu último artigo? Que pena! Mas se aderiu à campanha da Pastoral da Pessoa Idosa da Paróquia São Paulo Apóstolo, “Ligue para uma pessoa idosa”, você já deu um passo importante. Afinal, toda pessoa idosa tem histórias e experiências interessantes para contar.

Mas se você conseguiu anotar as respostas das avós e avôs às perguntas ― Quem são meus bisavôs/bisavós? Quantos irmãos/irmãs têm meus avôs/avós? Como se chamam? ― então começou a escrever as primeiras páginas do livro mais importante de sua vida, as de sua árvore genealógica familiar. O que é isso?

Ok, conforme o dicionário Houaiss, genealogia significa “estudo que tem por objeto estabelecer a origem de um indivíduo ou de uma família; exposição cronológica, em forma de diagrama, estudo da filiação de um indivíduo ou da origem e ramificações de uma família; conjunto de antepassados segundo uma linha de filiação”.

Árvore genealógica é aquela que demonstra os nomes ou fotos das pessoas de sua família, das mais velhas para as mais novas, ou vice-versa, em forma de árvore ou de gráficos (nos sites de imagens gratuitas, você vai encontrar diversas modalidades para se inspirar).

Como se começa? Você transfere os nomes anotados para um gráfico ou desenho, com nomes ou fotos das pessoas. Quem vem primeiro? Tanto faz: pode começar por você mesmo, depois, seus pais, os irmãos deles/delas, depois seus avós e os irmãos deles/delas.

No caderno, escreva os nomes completos de cada membro da família, sua data de nascimento (se possível) e quem é filho de quem. Deixe uma interrogação entre parênteses sobre o que você não conseguiu elucidar. E anote o que ouviu das pessoas mais velhas sobre cada familiar e como chegar até eles, caso não os conheça, assim continuará seu trabalho.

– Ah, meu avô não se lembra do nome dos irmãos da mãe dele – você me diz.

Nesse caso, pergunte-lhe quem é mais velho, tente despertar a memória dele de outra forma, afinal já deve ter passado um bom tempo... E se, assim mesmo, não se lembrar, apele para as fotos que você tem guardadas na caixa, em casa, fotografe e mande para ele.

– Mas não sou do tempo de guardar fotos na caixa de madeira – você me responde.

Ótimo! Envie-a, então, do seu celular ou computador, com a pergunta: “Quem é?” Provavelmente, ele vai chamar sua avó para trocar ideias, e, então, a vida em casa ficará mais alegre. Fatos antigos são recordados, alguns, engraçados. Caso queira ler mais amplamente sobre os temas “árvore genealógica” e memória, este link pode lhe ajudar:

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2071-8.pdf

Dicas finais: Leia cartas, anotações e fotos que seus avós guardam em gavetas. Eu, por exemplo, encontrei tesouros preciosos de documentos numa das gavetas do armário da minha avó. Tem mais dúvidas? Escreva para mim, e escreva sua história. Vamos nessa?

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