Irani completa 21 anos do Projeto Biomassa e encerra ciclo de geração de créditos de carbono
- Capinzal FM
- 05/03/2026 06:45

Projeto foi pioneiro no Brasil na geração de crédito de carbono pelo uso de resíduos de biomassa florestal para geração de energia limpa e vapor
Uma das principais indústrias de papel e embalagens sustentáveis do Brasil, a Irani concluiu um dos marcos mais significativos de sua trajetória em sustentabilidade: o Projeto MDL Geração de Eletricidade a partir de Biomassa. O MDL é um instrumento da ONU (Organização das Nações Unidas) estabelecido pelo Protocolo de Kyoto, tratado internacional no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que estabelece mecanismos para a redução certificada de emissões de gases de efeito estufa.
Iniciado em 2004 e aprovado pela ONU em 2006, o projeto foi pioneiro no setor no Brasil e o segundo no mundo a gerar créditos de carbono a partir do uso de resíduos de biomassa florestal. A iniciativa permitiu a produção de energia limpa e vapor industrial em substituição a combustíveis não renováveis. Agora, completa 21 anos de contribuição à mitigação das mudanças climáticas e à eficiência energética do negócio. Entre 2004 e 2025, foram gerados mais de 1 milhão de créditos de carbono.
O projeto foi implementado nas unidades da companhia em Santa Catarina e representou uma contribuição concreta e mensurável para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Ao longo de mais de duas décadas, a Irani encerrou o terceiro ciclo de captação que dura sete anos e, com isso, chega aos 21 anos de créditos de carbono, com a respectiva comercialização deles, reforçando seu protagonismo nacional em iniciativas de mercado de carbono.
“O encerramento deste ciclo simboliza um momento de orgulho pelo legado construído, sustentado por uma atuação consistente em sustentabilidade, responsabilidade ambiental e resultados efetivos”, destaca o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão, Fabiano Alves de Oliveira. “Ao transformar resíduos florestais em fontes de energia renovável, a Irani antecipou conceitos que hoje são centrais na agenda climática global, integrando eficiência operacional, economia circular e mitigação das mudanças climáticas à estratégia do negócio.”
O executivo ressalta que o encerramento do Projeto de Biomassa representa uma transição para uma nova etapa. “A companhia está avançando em sua estratégia de sustentabilidade, com o desenvolvimento de novos projetos e soluções de descarbonização, em linha com o Plano Estratégico de negócio vigente.”
A gestão climática da Irani é parte integrante de sua estratégia de negócios e está ancorada em políticas, metas e práticas reconhecidas. A empresa mantém balanço de carbono positivo para o clima — removendo mais carbono da atmosfera do que emite — e elabora anualmente seu inventário de Gases de Efeito Estufa conforme as diretrizes do GHG Protocol Brasil, com certificação de acordo com a norma internacional ISO 14064.
Embora o ciclo do Projeto de Biomassa tenha sido concluído, a Irani mantém em operação o projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) vinculado à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), aprovado pela ONU em 2008 e com período de crédito vigente até 2029, reforçando seu compromisso contínuo com a redução de emissões e a geração de impactos positivos ao clima.
Atualmente, a companhia possui 24.932 créditos de carbono (CERs) validados e disponíveis para comercialização, sendo 2.384 provenientes do MDL da Usina de Cogeração e 22.548 do MDL da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), reforçando a geração contínua de ativos ambientais certificados e sua estratégia de descarbonização.
Sobre a Irani
Fundada em 1941, a Irani Papel e Embalagem é hoje uma das líderes do setor de embalagens sustentáveis no Brasil. Controlada desde 1994 pelo Grupo Habitasul, tradicional grupo empresarial da região Sul do país, produz papeis para embalagens, chapas e caixas de papelão ondulado, assegurando o fornecimento de produtos de matéria-prima renovável com alta qualidade. Alinhada às boas práticas da economia circular, tem produção integrada às florestas próprias e utiliza energia autogerada. Conta com unidades produtivas localizadas em Vargem Bonita (SC), Santa Luzia (MG), e Indaiatuba (SP), além de responder pela gestão de florestas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com escritórios em Porto Alegre (RS) e Joaçaba (SC), tem em seus quadros mais de 2.000 colaboradores.



