Justiça

Júri de Cláudia Hoeckler inicia com quatro testemunhas até a primeira pausa

  • Jardel Martinazzo
  • 28/08/2025 13:46
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Foto: Capinzal FM

O julgamento de Cláudia Tavares Hoeckler, acusada de assassinar o marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e ocultar o corpo em um freezer em Lacerdópolis, começou pouco depois das 9h desta quinta-feira (28), na Câmara de Vereadores de Capinzal.

A sessão é presidida pela juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves e conta com a atuação dos promotores de Justiça Rafael Baltazar Gomes dos Santos e Diego Bertoldi na acusação. Também participa como assistente de acusação o advogado Álvaro Alexandre Xavier, que reforça a tese de homicídio duplamente qualificado — por meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Já a defesa é formada por uma equipe de sete advogados: Matheus Molin, Jader Marques, Gabriela Bemfica, Casseano Barbosa, Tiago de Azevedo Lima, Eduardo Rebonatto e Guilherme Pittaluga Hoffmeister. Os defensores sustentam que Cláudia foi vítima de violência doméstica ao longo de 20 anos de relacionamento e que o crime ocorreu nesse contexto. A estratégia inclui a apresentação de testemunhas, boletins de ocorrência e um laudo psiquiátrico, para tentar afastar a tese de premeditação. Vale destacar que Jader Marques também atua na defesa de réus do caso da Boate Kiss, tragédia de 2013 em Santa Maria (RS).

Primeira parte da sessão

Até por volta das 13h35, foram ouvidas quatro das doze testemunhas previstas — seis indicadas pela acusação e seis pela defesa. Os depoimentos foram acompanhados pelos sete jurados (quatro mulheres e três homens).

A primeira a se manifestar foi uma agente da Polícia Civil, que à época respondia pela delegacia de Lacerdópolis. Na sequência, prestou depoimento um policial da DIC de Joaçaba, que detalhou o trabalho investigativo até a localização do corpo no freezer.

O terceiro depoente foi um amigo próximo de Valdemir, que relatou o impacto da descoberta do crime. Por fim, um policial militar, também próximo da vítima, descreveu a cena em que o corpo foi encontrado com as mãos amarradas e uma sacola na cabeça.

Com o término da quarta oitiva, a sessão foi interrompida para o intervalo de almoço, marcado até 14h16min. O público presente tem 15 minutos de tolerância para retornar ao plenário, sob risco de perder a senha de acesso.

O caso

De acordo com as investigações, Cláudia teria dopado o marido, amarrado seus pés e mãos, colocado um saco plástico em sua cabeça e utilizado uma técnica de asfixia. Depois, ocultou o corpo em um freezer da residência, onde permaneceu por cerca de cinco dias até ser descoberto.

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