Meio Ambiente

Moradora de Capinzal registra visita rara no jardim da residência

  • Jardel Martinazzo
  • 11/01/2026 20:20
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Foto: Leandro Machado

Uma moradora de Capinzal teve uma surpresa incomum no final da tarde deste domingo (11), ao encontrar uma perereca de coloração totalmente clara no jardim de sua residência, no Loteamento São Luiz. O registro chamou atenção pela raridade do animal e pelo significado ambiental.

A ouvinte e seguidora da Capinzal FM, Juliana Giacomini, contou que nunca havia presenciado algo semelhante nos mais de 30 anos em que vive na área urbana do município.

“Depois de 30 anos vivendo em Capinzal, no meio da área urbana, nunca imaginei presenciar algo assim no meu próprio jardim. Entre as folhas, surgiu esse pequeno e curioso visitante, uma perereca de coloração totalmente clara, algo que salta aos olhos pela raridade”, relatou.

Apesar de Santa Catarina possuir uma rica biodiversidade, não é comum encontrar anfíbios com essa aparência, especialmente em regiões centrais das cidades. Segundo Juliana, que é licenciada em Ciências Biológicas, o exemplar possivelmente apresenta leucismo, uma condição genética caracterizada pela redução de pigmentação na pele, diferente do albinismo, já que os olhos mantêm coloração normal.

O que é o leucismo?

O leucismo é um fenômeno raro na natureza, principalmente em anfíbios, e se manifesta pela diminuição ou ausência de pigmentos na pele, sem afetar a cor dos olhos. Isso torna o animal visualmente mais claro, como no caso da perereca registrada em Capinzal.

Além da raridade, a presença do animal tem um importante significado ambiental. As pererecas são consideradas bioindicadores, ou seja, espécies extremamente sensíveis à poluição, produtos químicos e alterações no ecossistema.

“Onde há pererecas, geralmente há boa qualidade ambiental. Elas ajudam no controle de insetos, como mosquitos, e são essenciais para o equilíbrio da natureza. Encontrar um exemplar assim no centro da cidade reforça a importância de preservar áreas verdes, mesmo em ambientes urbanos”, destacou Juliana.

A orientação é para que o animal não seja manipulado e que apenas seja observado, permitindo que siga seu ciclo natural.

“Esse encontro mostra que, mesmo em meio ao concreto, a natureza ainda encontra espaço para surpreender. Registrar e compartilhar momentos como esse ajuda a conscientizar, educar e valorizar a fauna local”, completou.

A imagem foi registrada pelo marido de Juliana, Leandro Machado, tecnólogo em Gestão Ambiental.

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