Polícia

OUÇA: Moradores denunciam atos obscenos no Bairro Alvorada, em Ouro

  • Jardel Martinazzo
  • 20/01/2026 16:57
1245835145696fef4b8fd481.93238281.jpg

Moradores do bairro Alvorada, em Ouro, denunciaram episódios de atos obscenos ocorridos em plena luz do dia na última sexta-feira (16) e novamente no domingo (18). Segundo relatos da comunidade, as situações teriam sido praticadas por um adolescente que reside há pouco tempo no bairro, o que gerou revolta e preocupação entre os moradores, principalmente devido à grande presença de crianças na região.

A reportagem esteve no bairro na manhã desta terça-feira (20) para apurar os fatos e ouvir moradores. Mailielin Neto de Matos, proprietária de um estabelecimento comercial, relatou que o primeiro episódio ocorreu na sexta-feira, enquanto ela trabalhava. Inicialmente, a atitude do adolescente não chamou atenção, mas, ao perceber que se tratava de atos obscenos, ficou em choque e acionou o marido para confrontar a situação.

Segundo Mailielin, o maior temor naquele momento foi o fato de a rua ter movimento constante de crianças, que poderiam presenciar a cena. Ela afirma que alertou vizinhos e que alguns chegaram a acionar as autoridades, porém nenhum atendimento ocorreu naquele dia. Sem imagens que comprovassem o ocorrido — já que as câmeras do comércio não registraram o local exato —, a moradora optou por apenas alertar a vizinhança.

No entanto, no domingo (18), o adolescente teria repetido o comportamento, desta vez no parquinho do bairro, sendo flagrado por moradores que residem em frente ao local. A reincidência aumentou a indignação da comunidade e motivou novo acionamento da Polícia e do Conselho Tutelar.

Mailielin destacou que, conforme informações repassadas por moradores, o adolescente tem 16 anos e é imigrante, tendo chegado recentemente ao bairro. Por não conhecerem o histórico do jovem, a comunidade teme que ele não esteja recebendo o acompanhamento adequado. Os moradores cobram respostas das autoridades sobre as providências adotadas e reforçam a necessidade de garantir a segurança das crianças.

Ela também fez um pedido formal pela instalação de câmeras de videomonitoramento no bairro, destacando que o equipamento poderia ter evitado a repetição do caso, além de contribuir para a segurança geral da comunidade, que hoje carece de espaços adequados de lazer para as crianças.

Outra moradora, Luci Duarte, relatou que presenciou um dos episódios em frente à própria residência. Segundo ela, a situação foi ainda mais grave porque um de seus filhos, de apenas 7 anos, acabou presenciando a cena. Luci afirmou que ficou sem saber como explicar o ocorrido à criança e reforçou que, na visão dela, o adolescente tinha plena consciência do que estava fazendo.

A moradora pediu atenção especial do Conselho Tutelar, ressaltando que situações como essa podem gerar conflitos maiores caso ocorram novamente. Luci afirmou que a comunidade é formada por famílias humildes, acostumadas a conviver com jovens e crianças, mas que nunca enfrentaram um problema dessa natureza. Segundo ela, o pedido dos moradores é por respeito, segurança e providências efetivas, incluindo a instalação de câmeras de monitoramento, diante do aumento de pessoas de fora no bairro.

Procurado pela reportagem, o Conselho Tutelar informou que esteve no local na manhã de ontem e iniciou os encaminhamentos necessários. Entre as medidas adotadas estão o atendimento psicológico e médico ao adolescente, além de uma visita à família, realizada em conjunto com a Diretoria de Assistência Social do município.

A partir deste momento, a gestão municipal passará a acompanhar o adolescente e seus familiares. Conforme esclareceu o Conselho Tutelar, o órgão atua como instância de proteção à criança e ao adolescente, buscando garantir a segurança, o cuidado e o bem-estar do menor. A apuração dos fatos e eventuais responsabilizações cabem aos órgãos competentes, que já foram devidamente comunicados.

 


Enquete